Você sabia? | Carvalho Imóveis

Você sabia?

Saldo pode ser abatido com FGTS
O rendimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi de 3,71% em 2010, bem abaixo de 5,80% da inflação do ano projetada pelo governo de acordo com o Ãndice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).  A redução gera perda do poder real de compra. Mas dá para reverter a situação. É possível, por exemplo, aplicar o dinheiro do Fundo em investimentos imobiliários, que oferecem maior valorização. O FGTS pode ser utilizado em imóveis financiados tanto para reduzir o montante total do financiamento, no momento da compra, como para reduzir o futuro saldo devedor do crédito imobiliário. O imóvel deve ter valor de no máximo R$ 500 mil, conforme as regras do governo federal. A queda na renda do dinheiro do Fundo ocorre porque ele não soma a inflação, e rende 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Em 2010, essa taxa chegou a 0,6887%. Segundo cálculo feito pelo instituto FGTS Fácil, um trabalhador que tinha R$ 20 mil depositados no fundo em dezembro de 2009 contava, no dia 10 de dezembro de 2010, com R$ 20.723,63. Todavia, se esse mesmo saldo fosse corrigido pela inflação, esse valor seria acrescido de R$ 21.760,74. Em 10 anos, esse mesmo trabalhador perderia R$ 10.871,86.
Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/editorias, por Luciene Garcia

Financiamento é a opção para aquisição de imóvel mais barato

Um cenário promissor está formado em 2011 para quem quer realizar o sonho da casa própria. O crédito imobiliário para este ano será o maior da história, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança. A previsão é que os bancos vão ofertar R$ 105,5 bilhões, o suficiente para a compra de 1,2 milhão de imóveis. O caminho mais fácil e rápido é o financiamento imobiliário, sendo a solução encontrada pela maioria das famílias. Para isso, é importante ter, pelo menos, 10% da entrada do imóvel. Mas, até que ponto vale a pena trocar o aluguel pelas prestações? Cada caso é um caso, é verdade, mas quanto menor o preço do imóvel, mais vantajoso é o financiamento, de acordo com especialistas. Financiar valores altos deixa o valor da prestação muito pesado. Neste caso, é melhor continuar pagando aluguel e economizar uma quantia mensal até conseguir uma entrada razoável para fazer um financiamento com prazo menor. É preciso lembrar que o financiamento envolve um risco: em um determinado momento ao longo dos anos, por exemplo, o comprador pode não conseguir pagar as parcelas e, então, a dívida começa a crescer. O pior cenário é a retomada do imóvel pelo banco. Podem ser classificados como “mais baratos†os imóveis de até R$ 150 mil. Os mais caros são aqueles a partir de R$ 200 mil. “Para os mais econômicos, o aluguel e o financiamento custam entre 0,6% e 0,8% do valor do imóvel, considerando uma entrada de 10%. Se o custo mensal é igual, vale a pena investir na compra de um imóvel próprioâ€, avalia Flávio Prando, vice-presidente de Habitação do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo).  Considerando os imóveis mais caros, o financiamento fica entre 1,1% e 1,2% do valor do imóvel, enquanto o custo do aluguel se mantém entre 0,6% e 0,8%. Como exemplo, para um imóvel de R$ 200 mil, a parcela do financiamento sai entre R$ 2,2 mil e R$ 2,4 mil. O aluguel, por sua vez, fica entre R$ 1,2 mil e R$ 1,6 mil.
O segurança André Luiz Santana, 23 anos, ainda não tem certeza do que fazer. Mora com os tios no Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo. A mulher está grávida de três meses e vive com a família dela. “Ganho R$ 1,1 mil por mês e só poderia pagar prestação de até R$ 400. Estou estudando várias propostas. Não dá para assumir um compromisso e não pagar.â€

Crédito imobiliário não vai desacelerar, diz novo presidente do banco Central, Alexandre Tombini
Em seu discurso de posse (03/01) na presidência do Banco Central, Alexandre Tombini destacou que o volume atual de crédito – R$ 1,4 trilhão, representa praticamente metade do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Contudo, acredita ele, a partir de agora há uma tendência de desaceleração, com exceção ao crédito imobiliário. Enquanto diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro, cargo ocupado antes de assumir a presidência do BC, em diversas ocasiões Tombini fez pronunciamentos favoráveis à criação de um novo índice para valorar imóveis. Ainda que de forma não explícita, a fala de posse do executivo remete à questão: “é importante que o crédito imobiliário cresça com qualidade, para que não se crie uma ‘bolha’, a exemplo do que ocorreu em outros paísesâ€, disse na ocasião.

Diversos segmentos do mercado imobiliário trabalham na elaboração dos estudos que levarão ao novo índice, o qual, segundo observadores, deve ser anunciado no decorrer do primeiro semestre de 2011. Meta da inflação pode ser reduzida – Tombini acenou com a possibilidade de redução da meta de inflação. Ressaltou que os desafios continuam grandes, mas tem convicção que há elementos apropriados para enfrentá-los. O novo presidente do BC afirmou que os mecanismos para atingir o objetivo são devidos, em grande parte, “à mais longa e bem sucedida gestão do BCâ€, em efusivo elogio a Henrique Meirelles. Tombini reafirmou a função da autoridade monetária no sentido de assegurar a estabilidade econômica, preferencialmente mantendo a inflação baixa e sob controle. Para ele, o regime de metas de inflação, adotado há 11 anos, “é o mais adequado†para garantir o alcance do objetivo. O presidente do BC comprometeu-se a manter “foco amplo no monitoramento do sistema bancárioâ€, cujo modelo de regulação, segundo ele, é referência mundial. Depois da expansão do crédito, “de suma importância para a sustentabilidade econômica do país, em especial no auge da crise financeiraâ€, Tombini afirmou que uma das ações do BC será direcionada na busca pela inclusão financeira, possibilitando estender às pessoas de menor renda o acesso aos serviços bancários – como a conta-corrente. Atualmente, ultrapassa a 140 milhões o número de contas bancárias de brasileiros.